História

Mobil, mais de um século de performance, inovação e tecnologia

Desde 1903 importadores brasileiros comercializavam no país os “oleos para machinas” da Vacuum Oil, empresa norte-americana que em 1899 registrou o produto “Mobiloil”, específico para automóveis. Daquele momento em diante, apesar dos diversos movimentos de fusões entre as companhias de petróleo detentoras da marca, o nome Mobil se transformou em sinônimo de qualidade em óleos e lubrificantes. No Brasil não foi diferente – desde 1955 com operações industriais no país, a Mobil é reconhecida pela performance, perfil inovador e avançada tecnologia em lubrificantes e serviços. Conheça essa trajetória!

  • 1866
  • 1870
  • 1879
  • 1890
  • 1899
  • 1903
  • 1911
  • 1920
  • 1931
  • 1939
  • 1955
  • 1957
  • 1961
  • 1966
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  • 1967
  • 1974
  • 1977
  • 1979
  • 1980
  • 1986
  • 1990
  • 1990
  • 1992
  • 2000
  • 2001
  • 2005
  • 2008
  • 2010
  • 2011
  • 2011
  • 2011
1866

Fundação da Vacuum Oil, empresa especializada em lubrificantes de máquinas, em Nova Iorque (EUA). A empresa desenvolveu novo método de destilação de querosene de petróleo usando vácuo.

1870

Criada nos Estados Unidos por John D. Rockefeller a Standard Oil Company - ou “SO” (o nome “Esso” era uma adaptação fonética proveniente das iniciais de “Standard Oil”).  A empresa controlava 10% do refino de petróleo naquele país.

1879

Standard Oil of New York adquire 75% da Vacuum Oil. Os óleos e lubrificantes da Vacuum, feitos a partir de fórmulas secretas, eram líder no mercado. A comercialização era diferenciada – os lubrificantes eram vendidos em latas atraentes e, quando necessário, eram contratados especialistas para ajudar os clientes na escolha do óleo mais adequado às necessidades.

1890

Standard Oil e empresas controladas respondem por cerca de 90% das refinarias de petróleo norte-americanas.

1899

A Vacuum cria o Mobilgas, produto nunca vendido no Brasil, e comercializa óleos lubrificantes na Inglaterra com o nome de Mobiloil, inspirado na palavra latina "mobilis" (capaz de ser movido), em alusão aos novos veículos automotores que não utilizavam cavalos.

1903

Início do séc. XX - Lubrificantes e graxas da Vacuum Oil são vendidos no Brasil por representantes atacadistas, estratégia utilizada pela Standard Oil em diversos países. Em 1903, Charles Hue é o representante da Vacuum Oil no Rio de Janeiro e em 1906, Zerrenner Bülow torna-se representante em Santos e São Paulo.

1911

Suprema Corte dos Estados Unidos decide quebrar o monopólio da Standard Oil, ordenando seu desmembramento em 34 novas empresas menores.  Em 1923, a Standard Oil Company of New Jersey transformou-se em Esso. A Standard Oil Company of New York, por sua vez, torna-se Socony, mais tarde Mobil. Ambas, porém, continuam sob o controle das Empresas Rockefeller. No mesmo ano, a Socony passa a usar como símbolo o cavalo alado ou Pégasus, representando a rapidez dos novos automóveis. O símbolo também é usado em alguns produtos da sua controlada Vacuum na África do Sul.

1920

No dia 27 de janeiro de 1920 a Marca Mobiloil é registrada nos Estados Unidos pela Socony (Standard Oil Company of New York).

1931

Socony (Standard Oil of New York) compra o restante dos ativos da Vacuum e a empresa passa a se chamar Socony-Vacuum. No mesmo ano, o Pégasus, símbolo da antiga Standard Oil of New York, é oficialmente adotado como logo da Socony-Vacuum. O primeiro a usá-lo na cor vermelha foi a Mobil Sekiyu, no Japão.

1939

1939-1945

Durante a II Guerra Mundial é criado o óleo sintético. Diferente dos óleos minerais, são produzidos artificialmente para apresentarem melhor comportamento de viscosidade-temperatura com pouca tendência de coqueificação em temperaturas elevadas, baixo ponto de solidificação em baixas temperaturas, alta resistência contra temperatura e influências químicas.

1955

Socony-Vacuum muda seu nome para Socony Mobil Oil Company. No Brasil, é criada a Mobil Oil do Brasil Indústria e Comércio Ltda.

 

1957

Inaugurada a Usina de Envasamento da Mobil Oil do Brasil na cidade de Santos (SP), localização estratégica uma vez que os óleos e lubrificantes são importados em navios-tanque para serem envazados no país. 

1961

Parque industrial da Mobil em Santos (SP) passa por modernizações e é inaugurada a nova Fábrica de Graxas. No mesmo ano, os lubrificantes Mobilgard e Mobil D.T.E. Oils são usados no primeiro petroleiro da nova frota da Petrobras, o Água Grande.

 

1966

Para comemorar seu 100° aniversário, a Socony Mobil Oil Company muda o nome. A palavra "Socony" é retirada, e passa a se chamar apenas "Mobil".  É introduzido um novo logotipo, criado por Chermayeff & Geismar, empresa de designer gráfico de Nova Iorque. O nome “Mobil” escrito em azul ganha o “o” em vermelho, e fica separado do símbolo do Pégasus, que passa a voar para o lado direito.

 

1966

 

Setembro de 1966 - Lançados no Brasil dois novos óleos lubrificantes dotados de multiviscosidade: Mobiloil Special (para motores a gasolina) e Delvac Special (para motores a diesel). Os óleos foram criados especialmente para as condições brasileiras. 

1967

Mobil passa a fornecer o óleo lubrificante do Bondinho do Pão de Açúcar, cartão postal carioca inaugurado em 1912. A escolha foi feita após longa pesquisa da empresa administradora.

1974

Lançamento mundial (inclusive no Brasil) do Mobil SHC (Synthetic Hydro-Carbon), o primeiro lubrificante sintético para automóveis do mundo. Posteriormente, o produto foi chamado de Mobil 1.

1977

Diante da necessidade de equilibrar a balança comercial brasileira, o governo limita as importações e tabela os preços. No caso dos derivados de petróleo, torna-se obrigatório adquirir matéria-prima da Petrobras.  A Mobil passa então a disponibilizar fórmulas e tecnologias para que os produtos fossem produzidos e testados no Brasil com características compatíveis com o padrão internacional Mobil.

1979

Mobil cria o Mobil Super Troca de Óleo, novo modelo de negócio baseado em franquias, com implantação de centros de lubrificação com layout Mobil e espaço de convivência. Até então, os locais destinados à troca de óleo de veículos eram precários, afastando em especial o público feminino, numa época em que as mulheres passavam a dirigir automóveis com maior frequência. A própria Mobil gerencia o primeiro posto que, embora apresentasse estrutura onerosa, apresentaria lucro já no segundo ano de funcionamento.

1980

Apesar da proibição de importação de motocicletas  no Brasil, a fábrica da Honda instalada no País avança nesse mercado. Com isso, surge a necessidade de ter lubrificantes específicos para esses veículos.  Numa parceria, Mobil utiliza as motos da marca para análise de performance e desenvolvimento de óleos adequados. Em 1980 é lançado o Mobil Super Moto 4T. O produto não recebeu especificação internacional, uma vez que foi projetado para atender exclusivamente o mercado brasileiro de motocicletas de baixa cilindrada.

1986

Mobil do Brasil encaminha ao Conselho Nacional do Petróleo (CNP) pedido de registro do Mobil Delvac 1400 Super, novo produto destinado a motores a diesel.  Como o produto não se enquadra na classificação existente de óleos lubrificantes, a Mobil propõe uma revisão das categorias. Uma comissão avalia o produto, decidindo por abolir categorias de produtos ultrapassados e criar novas. Meses depois, portaria do CNP edita portaria que determina novos critérios para classificação de óleos lubrificantes.

1990

Com abertura do mercado brasileiro implantada pelo governo de Fernando Collor, é extinto o tabelamento dos preços de lubrificantes automotivos que unificava os produtos por categoria, independentemente da qualidade. Alguns fabricantes nacionais passam a oferecer produtos de baixo custo, aumentando a concorrência. A Mobil não adota essa estratégia e, como seus produtos tinham maior custo pelo padrão de qualidade empregado, diminui sua participação no mercado. Opta por investir em segmentos específicos, relançando, por exemplo, Mobil XHP, óleo especial para carros importados.

1990

 

Meados da década de 1990 – Segmento de Marinha da Mobil passa a contar com produtos sintéticos de alta tecnologia. Esses produtos abriram novas oportunidades na área industrial. 

1992

Mobil inicia programa de distribuidores, uma modalidade que representa cerca de 70% das vendas nos Estados Unidos. No Brasil, a empresa atuava por meio de vendedores atacadistas multimarcas para produtos voltados à indústria e automotivos, além de uma grande rede de vendedores autônomos. Com a reestruturação, a Mobil opta por distribuidores exclusivos, sendo os antigos vendedores autônomos encaminhados para serem vendedores dos distribuidores.

2000

A fusão internacional da Exxon com a Mobil dá origem à ExxonMobil Corporation, empresa líder mundial na área de petróleo e petroquímica. No Brasil, os lubrificantes da marca Mobil são agregados à Esso, que produzia uma linha própria de lubrificantes. A empresa é reestruturada e as operações de combustíveis e lubrificantes são separadas, movimento que dobra o negócio de lubrificantes, embora cada linha de produto tenha passado a atender nichos de mercado específicos: os lubrificantes Esso continuaram a ser vendidos em postos de serviço, enquanto a marca Mobil voltou-se a clientes especiais que demandam suporte técnico especial.

 

 

2001

A ExxonMobil decide fechar a fábrica de Santos (SP), uma vez que a unidade que antes pertencia à Esso na Ilha do Governador, agora integrada à empresa, apresentava facilidades logísticas e potencial de crescimento.

2005

Em agosto se inicia o “Projeto Granel”, para troca de lubrificantes Mobil Delvac MX 15W-40, com a West Brasil, distribuidor do interior de São Paulo. Nesse sistema pioneiro no Brasil, o uso de embalagens de óleo é dispensado. O estabelecimento é dotado de um mini tanque pelo qual realiza o abastecimento de óleo direto no cárter do veículo, na medida exata que o carro necessita, evitando o desperdício e descarte de embalagem. O tanque possui selo de qualidade, atestando a procedência, e com isso a Mobil conseguiu quebrar o paradigma do consumidor brasileiro que era acostumado às embalagens individuais. Em 2011, o “Projeto Granel” seria lançado nacionalmente com o nome “Programa Troca Inteligente Mobil”, estendendo-se também a automóveis.

2008

No dia 24 de abril o Grupo Cosan adquire 100% do capital social da Esso Brasileira de Petróleo, subsidiária da ExxonMobil e quinta maior varejista de combustíveis do País. Com isso, a Cosan obtém licença de uso da marca Esso por cinco anos e da marca Mobil por dez anos, renovável por mais dez, além do acesso à tecnologia e às formulações de lubrificantes, inclusive os que vierem a ser desenvolvidos internacionalmente.

A partir deste ano a Cosan Combustíveis e Lubrificantes passa a responder pela comercialização e distribuição dos produtos Mobil, investindo em marketing para dar mais visibilidade à marca, com ações como o patrocínio à Stock Car e o lançamento do Programa Revendedor Autorizado Mobil Delvac, em 2009, destinado a atender caminhoneiros.

2010

Mobil faz parceria com o jornalista e publicitário Pedro Trucão em ações de marketing. Trucão começou a atuar na televisão em 1991 no Programa Roda Brasil, na Rede Record, e desde então se consagrou como repórter em vários programas de rádio e TV relacionados a estradas e “estradeiros”.

2011

Cosan promove a cisão dos negócios de combustíveis e de lubrificantes, sendo que a marca Mobil passa a ser administrada no Brasil pela Cosan Lubrificantes e Especialidades S.A. (Cosan LE), que importa e distribui óleos básicos ExxonMobil no país, além de produzir óleos lubrificantes e graxas na sua fábrica da Ilha do Governador.

2011

 

Lançado o óleo semissintético Mobil Super Moto 4T MX 15W-50, direcionado a motos de médias e altas cilindradas, e o primeiro lubrificante do mercado brasileiro com a moderna classificação API SN: Mobil Super Sintético 5w40. 

2011

 

Cosan LE adquire negócio de distribuição de lubrificantes da ExxonMobil na Bolívia, Paraguai e Uruguai, assumindo com exclusividade a distribuição dos produtos com a marca Mobil nesses países.